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A importância da carreira 360°para competir com a inteligência artificial

26 dez 2017 por Marina Carvalho

leonardo simoes

 

Convidamos Leonardo Dias da Silva Simões para dar o seu relato ao Mercado no Ar sobre a importância da carreira 360º.  Ele é especialista em TI e Smart Cities, palestrante premiado no Seminário Smart City Tawain – 2017, ex-executivo de empresas como Microsoft e Oracle, além de ter seu trabalho como CIO reconhecido nacionalmente.

“Nos próximos anos, executivos padrão serão descartados e substituídos por robôs. É a era da inteligência artificial.
Não importa o grau de formação, irrelevante se  pós-graduados, mestres ou doutores, nesse novo cenário será essencial integrar o currículo com
experiências pessoais e profissionais vinculadas ao ecossistema ao qual o profissional exerce sua atividade.
Será o caminho para driblar e competir com os robôs que já se tornaram realidade.
De advogados à escritórios de cobrança, de empresas de call center a programadores de TI,  milhões de vagas serão extintas com as operações automatizadas e com o uso intenso da IA (Inteligencia Artificial).
O desafio será impedir a extinção de atividades profissionais,  e enfrentar o desemprego maciço que se desenha no horizonte.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, apenas no Brasil, 16 milhões de empregos serão afetados até 2030.
Construir uma carreira consistente é um dos caminhos a seguir.
No mundo corporativo, trilhar uma carreira 360° significa vivenciar todos os lados do ciclo  de um projeto: da concepção ao planejamento e execução.
A experiência “do outro lado da mesa”, como usuário beneficiado pelo projeto, também é fundamental.
No caso de um executivo de TI, isso significa ser cliente, ser vendedor e ser técnico ; para um engenheiro, ser cliente, usuário e técnico.
A multiplicidade de experiências amplia o olhar e a capacidade de lidar com problemas complexos.
Na minha carreira como executivo de TI, além de trabalhar em grandes multinacionais americanas, ocupei o lugar como cliente, contratante de projetos de TI, ou seja, experimentei “o outro lado da mesa”.
Durante dois anos, assumi a  posição de CIO de uma empresa de grande porte, com mais de 400 mil usuários e 29 diferentes sistemas. Desta forma, pude perceber claramente, que muitos executivos parecem não se preocupar ou não entender, por exemplo, que o tempo do cliente não é o tempo do fornecedor.
Igualmente aprendi que receber uma resposta negativa na primeira reunião, é mais valioso do que protelar a mesma definição ao longo do tempo.
Como “cliente”, pude ousar e inovar, porque  estava atualizado sobre tendências do mercado de tecnologia e principalmente,  porque estava focado no que realmente importava para a corporação.
Com as experiências somadas chegamos aos 360°, ou seja, “CIO “+ “executivo de TI”.
A soma das experiências amplia a  produtividade, em ambas as áreas de atuação, e explode exponencialmente.
Dificilmente um profissional 360° deixará de ter valor para uma corporação, por mais que a AI e os processos de automação exerçam pressão.
A experiência humana e a vivência profissional, como a de um profissional 360° são atributos indispensáveis e, por ora, insubstituíveis.”