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Entrevista: Lenin Lima foi eleito o Profissional do Ano no Prêmio Colunistas

06 nov 2019 por Seabra Neto

O publicitário e criativo Lenin Lima, diretor de Criação da Agência UM, foi eleito o Profissional do Ano no prêmio Colunistas Norte e Nordeste 2019. Esta é a segunda vez que o pernambucano recebe um dos principais troféus da premiação. Em 2017, ele foi apontado, pelo júri, como Publicitário do Ano. Vibrando pela conquista, Lenin concedeu entrevista exclusiva para a coluna de hoje. Saiba como ele recebeu a notícia, qual sua opinião sobre a atual propaganda criativa que vem sendo realizada no Nordeste e como ele vê o futuro da propaganda num mundo cada vez mais digital. Acompanhe a entrevista:

Seabra Neto – Como você recebeu a notícia de ter sido escolhido o Profissional de Propaganda do Ano no Colunistas 2019?

Lenin Lima – Nos últimos anos, a Agência UM vem se destacando local e regionalmente, como também fora do Brasil, conquistando reconhecimento pela excelência constante do trabalho criativo que vai para a rua. Em 2017, participamos pela primeira vez do Colunistas e a Agência UM foi escolhida como a Agência do Ano, além de ter sido escolhido como Publicitário do Ano pelo mesmo júri. E, agora, cá estamos novamente! Esta é a segunda vez que participamos e, mais uma vez, a Agência UM é a Agência do Ano, com a conquista pessoal de ter sido reconhecido como Profissional de Propaganda do Ano. O Colunistas é o prêmio mais longevo e tradicional do mercado publicitário no Brasil. Sei que muitos profissionais incríveis e talentosos, com trajetórias marcantes, no nosso mercado, estavam na disputa e, por isso, este reconhecimento para mim não tem preço.

Seabra Neto – Qual a importância desta premiação para seu portfólio?

Lenin Lima – Eu comecei minha carreira em 1989 e já ouvia falar do Colunistas. Lembro uma vez em que a Ampla ganhou como Agência do Ano, no início da década de 1990, e a comemoração que a agência fez no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, ficou marcada na minha memória. O Colunistas é daquelas premiações que valorizam o talento local, regional, e tem sido assim por décadas, e isso é motivo para continuar melhorando o nosso trabalho criativo, para que possamos mostrar a força do mercado publicitário pernambucano para o Nordeste e o Brasil.

Seabra Neto – Em sua opinião, quais características e desempenho profissional contribuíram para você ser premiado?

Lenin Lima – Acho que minha característica principal é juntar pessoas talentosas com o mesmo objetivo profissional. Não vejo mistério nisso, mas em todas as agências em que tive a oportunidade de implementar esse mindset, tanto as agências, quanto os profissionais envolvidos nesse processo, tiveram algum tipo de reconhecimento, seja por interesses de clientes que buscam não só a venda pela venda, mas também de construir suas marcas com planejamento e personalidade, que só a criatividade pode alcançar, ou dos profissionais que puderam melhorar a qualidade criativa dos seus portfólios e, com isso, tiveram a oportunidade de migrar para mercados maiores como São Paulo (alguns foram além e terminaram contratados por agências fora do Brasil).

Seabra Neto – Como você avalia a atual propaganda criativa que vem sendo realizada no Nordeste?

Lenin Lima – O que fazemos aqui, em termos regionais, vem mudando, assim como no mundo inteiro. O mercado publicitário e as agências estão passando por um processo totalmente disruptivo. Erroneamente, alguns entendem que apenas ferramentas que compilam informações dos consumidores e clusterizam seus hábitos de compra são suficientes para entregar uma campanha de sucesso. Não é. O que transforma é a criatividade e não a tecnologia. Devemos seguir os números, contudo não esquecer as pessoas. Para mim, criatividade não é commodity. É um clichê? Talvez. Mas as ferramentas não fazem tudo sozinhas. É preciso saber interpretar as informações e usar a criatividade para gerar interesse na marca organicamente. Nesse sentido, mesmo com algumas ilhas criativas aqui e ali, boa parte do trabalho publicitário produzido no Nordeste está patinando, perdida no meio de tantas ferramentas que entregam performance (números), mas que levam para as ruas campanhas pasteurizadas, sem engajamentos reais e factíveis.

Seabra Neto – Qual será o futuro da propaganda num mundo cada vez mais digital?

Lenin Lima – Esta é uma pergunta intrigante e bem complicada, até porque acredito que ninguém sabe a resposta. O que dá para interpretar, a partir desse mundo disruptivo que vem se abrindo, é que teremos de ser mais cuidadosos e inteligentes com a verba do cliente. As marcas continuarão precisando de agências e profissionais que fazem a interpretação correta desse movimento para seguirem sobrevivendo, em um mundo cada vez mais dinâmico, e da infidelidade de um consumidor cada vez mais ávido por novidades. No meu ponto de vista, a criatividade continuará tendo um papel central em todo esse maravilhoso mundo novo.

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