Coluna Seabra Neto

Entrevista: Ricardinho Lira, da 220, fala sobre as expectativas da nova agência

02 maio 2019 por Seabra Neto

Os publicitários Ronald Melo, Marcus Cavalcanti (ex-Emicê), Ricardinho Lira (ex-BG9 Comunicação) e Matheus Cavalcanti inauguraram a 220 Comunicação, a mais nova agência de propaganda de Pernambuco. A novidade foi anunciada durante coquetel de lançamento que aconteceu no auditório e receptivo do The Plaza Business Center, na Ilha do Leite, onde a agência está instalada, em sede própria, no 5º andar do edifício. Na ocasião, conversei com cada um deles sobre os desafios, perspectivas e planos para o crescimento e posicionamento da 220 no mercado publicitário. A entrevista de hoje é com o CEO Ricardinho Lira, que ficará à frente do planejamento da agência. Acompanhe:

 

 

Seabra Neto – Como nasceu a ideia de criar a 220 e como a sociedade foi formada?

Ricardinho Lira – A 220 nasceu a partir de um encontro de momentos. Eu trabalhei por cerca de nove anos no Gruponove (que depois virou BG9). Ao longo desse período, fiz amigos que levo comigo para a vida inteira, começando por Giovanni Di Carlli (que foi meu mentor) e Eduardo Breck (que era meu chefe direto), além de Cecília Freitas e Toni Ferreira. Aprendi muito nessa escola e pude trabalhar para marcas gigantes, como Johnson & Johnson, Cachaça 51, Brilux, e várias outras, fazendo cases, ganhando prêmios e acumulando experiência. Em 2018, senti que precisava me desafiar em outro âmbito, sair da minha própria zona de conforto. No final de 2019, vou fazer 30 anos e decidi que era o momento de dar um salto na minha carreira e abrir minha agência. Marquinhos (Marcus Cavalcanti), sócio da Emicê, ficou sabendo e iniciamos uma conversa. O namoro evoluiu e virou casamento. Em janeiro, saí da BG9 e me associei à Emicê, já com o acerto da fundação de uma nova agência, com outra proposta de trabalho, outra dinâmica de fluxo de processos e outra formação de liderança, comigo e Marquinhos na linha de frente da agência, e Ronald Melo assumindo uma função mais consultiva e de chairman. Matheus Cavalcanti também continua como sócio da nova agência, mas se dedicando a um outro projeto.

Seabra Neto – Quem convidou quem e como cada um vai atuar no dia a dia da agência?

Ricardinho Lira – A conversa começou comigo e Marquinhos. O modelo de agência que eu tinha em mente convergia muito com o que ele também queria implementar. Chegamos à conclusão de que seria o cenário perfeito para fazer a nova agência e fundá-la já com uma filosofia própria e com autonomia total sobre todos os processos. Avançamos bastante nesse diálogo e só depois nos sentamos com os demais sócios, Ronald e Matheus. Eles foram muito receptivos. Ronald vai assumir a função de chairman, Marquinhos ficará mais dentro da área de negócios como CBO e eu fui colocado como CEO. Matheus continua como sócio, mas se dedicando ao seu projeto de gastronomia (Light is Good).

Seabra Neto – Como vocês escolherem o nome da agência e o que representa o 220?

Ricardinho Lira – O nome da agência foi uma proposta minha e foi aceito de imediato por Marquinhos e Ronald. Eu gosto do nome porque simboliza energia, hiperatividade. Mas a principal energia é a nossa, a interna. Nossa inquietação, vontade de fazer diferente, se superar. E energia é uma coisa que conecta, que cria corrente. E é isso que queremos fazer. Conectar pessoas, marcas e projetos em torno de ideias. Quem me conhece disse que não poderia ser outro nome, porque sou um pouco hiperativo, então até nisso convergiu. (risos)

Seabra Neto – Quais foram os medos, desafios e entraves para constituir a nova agência?

Ricardinho Lira – O grande desafio é tirar as ideias do papel, se não a mudança ficaria apenas no discurso. E esse desafio é diário. Desde janeiro, estamos testando alguns processos, verificando formatos para o desenvolvimento dos jobs, reestruturando processos, criando procedimentos operacionais para que a proposta da agência se transforme em hábito da equipe e vire cultura da empresa como um todo.

Seabra Neto  Qual foi o porquê de abrir uma nova agência ao invés de investir numa marca consolidada como a Emicê?

Ricardinho Lira – A Emicê fez uma bonita história e deu sua contribuição ao mercado nesses cerca de 20 anos. Agora é um novo ciclo que se abre. A 220 não é a Emicê que mudou de nome e tivemos o cuidado de falar isso aos nossos clientes antes de anunciar ao mercado. E eles próprios têm percebido uma nova abordagem e padrão de entrega, então, na prática, está surgindo mesmo uma nova agência, com novos processos, filosofia e forma de trabalho. A sede da agência também passou por uma reformulação, para abrigar este novo momento.

Seabra Neto – Nos tempos de hoje, com uma economia incerta, inaugurar uma agência e investir no mercado publicitário não seria uma ousadia?

Ricardinho Lira – Com certeza, empreender no Brasil não é uma tarefa fácil, ainda mais no contexto econômico no qual a gente se encontra. Esse cenário fica ainda mais delicado quando falamos em investir no setor de comunicação, que vem passando por constantes reformulações, questionamentos e está em recorrente mudança. Mas é justamente por isso que a 220 surgiu. Nós também fazemos parte dos questionadores. A gente quer testar formatos, experimentar ideias e não se satisfazer com o que está estabelecido. Acredito que existe espaço no mercado para uma nova grande agência, mas que seja grande e não pesada.

Seabra Neto – E como vocês esperam superar os futuros desafios e manter o gás da agência daqui para a frente?

Ricardinho Lira – A resposta para essa pergunta tem dois personagens essenciais: os clientes e a equipe. Precisamos manter nosso foco nos clientes sempre, prezando pela alta qualidade de entrega, por contribuir com resultados, por agregar valor às suas marcas. Em paralelo, a equipe é fundamental para que tudo isso que estamos querendo vire realidade, ou seja, precisamos prezar por um ambiente de trabalho que inspire união, sensação de pertencimento e, ao mesmo tempo, profissionalismo em todas as etapas.

Seabra Neto – Quem são os clientes da 220 nesse início da operação?

Ricardinho Lira – Já fazem parte da nossa carteira de clientes marcas relevantes como Grupo Entre Amigos, Feijão Kicaldo, Galetus, Cervejaria DeBron e Faculdade IDE, entre outros.

Seabra Neto – O que cada um de vocês está trazendo na bagagem para 220?

Ricardinho Lira – O maior ativo de uma agência é intangível, por ser aquilo que existe dentro da cabeça de quem compõe ela. E as lideranças têm papel fundamental para isso. O corpo executivo da 220 é formado por três pessoas com perfis bem diferentes e, ao mesmo tempo, complementares. Ronald Melo, que será o Chairman da empresa, tem formação administrativa e de negócios, tendo sido executivo do Bradesco, da Danone e da Golden Cross até fundar a Emicê Comunicação, que após 20 anos de mercado deixa de existir para dar lugar à 220. O segundo sócio da nova agência é Marcus Cavalcanti, que será CBO da agência e tem 15 anos de experiência, sendo oito como diretor de Criação. Como terceiro integrante do comando da 220 e com mais de nove anos sendo Planejamento no Gruponove e na BG9, estou trazendo na bagagem cases e prêmios para marcas como Johnson & Johnson, Cachaça 51, Trident, Prefeitura do Recife, além de diversas outras marcas, e a indicação como profissional de Planejamento do ano no Globes Awards em São Paulo, em 2015.

Seabra Neto – Vocês também vão lançar uma campanha para divulgar a chegada da 220 no mercado. Como será essa ação?

Ricardinho Lira – É verdade. Uma grande campanha está indo ao ar para marcar a chegada da 220. A ação é composta por filme para TV, spot para rádio, outdoor, backbus, painel de LED, frontlight, elemídia, empena e digital. Vai ser uma campanha forte, do tamanho da nossa vontade de fazer a diferença no mercado.

Seabra Neto – Para encerrar, quais são os planos para a 220 ao longo dos próximos anos?

Ricardinho Lira – Os planos são muitos e esperamos causar grandes surpresas no mercado e num prazo nem tão longo assim, mas vamos divulgando tudo ao seu tempo. Daqui a cinco anos, espero olhar para trás e ver que essa foi a melhor decisão que poderia ter tomado. A expectativa é bastante alta e a energia para fazer dar certo é ainda mais forte, porque vem de dentro da gente.

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