Coluna Seabra Neto

Fique por dentro do que aconteceu no segundo dia do festival El Ojo de Iberoamérica 2017

10 nov 2017 por Seabra Neto

Buenos Aires – Exposições de peças criativas, workshops, palestras, conferências e premiações marcaram o segundo dia do El Ojo de Iberoamérica 2017, que acontece até hoje, 10 de novembro, no Hotel Hilton, em Buenos Aires, Argentina. O festival, que está comemorando 20 anos de criação, tem cobertura exclusiva da coluna, através de parceria firmada entre a Globo Recife/Mercado no Ar e a pernambucana Agência Um.

Os temas que mais se destacaram foram: tecnologia, mídia digital, redes sociais, campanhas integradas, inovação e ações de marketing. Mas o que se viu mesmo, nesse segundo dia do El Ojo, foi uma série de bons filmes publicitários produzidos para televisão. Os VTs ainda são os preferidos das agências e dos anunciantes como peça principal de uma grande campanha publicitária.

A programação começou com o workshop “Dame algo de Data”, comandado pelo presidente de 180bytwo, Juan Becerra. Na plenária principal, o segundo dia do El Ojo abriu a mesa-redonda formada por quatro profissionais de renome na região: Juan Manuel “Papon” Ricciarelli, Fernando Campos, Luis Gaitan e Ciro Sarmiento, que falaram sobre seus papéis como presidentes dos Clubes de Criação da Argentina, Brasil, México e Hispano EUA, respectivamente. Acompanharam as palestras, ontem, os publicitários pernambucanos Luiz Augusto Filho, sócio- fundador e presidente da Agência Um; o Chief Creative Officer da DH,LO Creative Boutique, Daniel da Hora; e o diretor de Criação da Agência Um, Lenilson Lima.

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 El Ojo reúne presidentes dos clubes de criação ibero-americanos

Tendo como mote: Clube de criação: desafios e oportunidades, a conferência do segundo dia do El Ojo reuniu os criativos e presidentes dos clubes de criação de São Paulo, Fernando Campos, sócio e CCO da Santa Clara M&C Saatchi; da Argentina, Juan Manuel, CEO da agência Don; do México, Luis Gaitán, Head of Creative de Google México; e Ciro Sarmiento, Chief Creative Officer de Dieste e presidente do Clube de Criação Hispano Estados Unidos. O debate foi mediado pelo jornalista brasileiro Daniel Oiticica, que há muitos anos reside em Buenos Aires.

Em geral, os presidentes foram unânimes em afirmar que a principal função dos clubes de criação é apoiar e abrir espaço para que os criativos possam desenvolver seus trabalhos e tenham mais oportunidades no mercado de trabalho. O primeiro a falar foi Fernando Campos, que está à frente do Clube de Criação desde 2015.

“Nossa responsabilidade é muito grande. Qualquer criativo que, nos últimos 40 anos, tenha trabalhado com propaganda teve sua carreira impactada pelo Clube de Criação de São Paulo. É uma entidade muita respeitada no Brasil e estamos lutando para também torná-la criativa e funcional para os seus associados”, disse Fernando Campos.

Para Campos, a mudança do nome – de Clube de Criação de São Paulo para Clube de Criação – é apenas a ponta do iceberg de uma proposta inovadora e de mudanças da entidade. “Retomar o poder do profissional de criação, reforçar o novo modelo do Festival de Criação, que passou a abordar temas relevantes como a economia criativa, além de impulsionar as propostas do Anuário de Criação são apenas uma delas. O Prêmio hoje não julga categorias comuns de festivais e sim categorias de negócios, independente do meio”, garante ele.

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Bate-papo com Lenilson Lima, diretor de Criação da Agência Um

Finalista do prêmio El Ojo de Iberoamérica 2017 na categoria Gráfica, com a campanha sobre bullyingLa intimidación”, criada para a UniNassau, o diretor de Criação da Agência Um, Lenilson Lima, acompanhou ontem o segundo dia do maior e mais importante evento de publicidade, criatividade, comunicação e marketing ibero-americano em Buenos Aires, na Argentina.

Entre uma palestra e outra, Lenilson Lima, que também foi jurado da competição, conversou sobre o nível das palestras e dos trabalhos que foram apresentados na 20ª edição da premiação. “Como jurado, reconheço que o conjunto do trabalho criativo dos países ibero-americanos é reconhecido no mundo todo e talvez seja esse o nosso maior diferencial. Neste ano, o El Ojo completa 20 anos e não é qualquer festival que chega até aqui com essa importância toda. O nível, sem dúvidas, continuou elevado como em todos os anos”, disse.

O criativo pernambucano também comentou sobre o festival. “É a primeira vez que venho ao El Ojo Iberoamérica. Do meu ponto de vista, é o festival de criatividade mais importante para os países ibero-americanos, depois de Cannes. É o primeiro evento publicitário internacional com um critério e um “olho” latino de criatividade, comunicação e entretenimento, que congrega muito do talento e do espírito latino-americano, projetando-o para o mundo. Fico feliz de ver a Agência Um, depois de conquistar dois títulos de Agência do Ano no Prêmio Pernambuco de Propaganda e no Colunistas Norte e Nordeste, e sendo uma agência do Nordeste brasileiro, participar e conseguir ser finalista de uma premiação tão concorrida e prestigiada”, comemora Lenilson Lima.

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Criativos da McCann dividem suas experiências pluriculturais

Pluricultural. Essa é a palavra de ordem e o atributo diferencial da McCann ao redor do mundo. Esse é o sentimento de quem assistiu à conferência “Chavo y su comando”, que reuniu, no segundo dia do El OJo, os criativos da agência Nicolas Romanó, Rio de Janeiro; Chavo D’ Emilio, Buenos Aires; Samuel Estrada, Colômbia; Maurício Fernández Maldonado e Christian Caldwell, de Lima, Peru. Cada um dos palestrantes começou falando sobre suas trajetórias na McCann e sobre o mercado criativo das agências.

“Tive que trabalhar em diversos países, o que me fez aprender a ver e entender a integração cultural publicitária”. Foi com esse posicionamento que o publicitário argentino Nicolas Romanó, diretor de Criação da McCann Rio de Janeiro, Brasil, iniciou sua participação na conferência.

Para ele, trabalhar numa empresa que reúne profissionais do mundo inteiro é uma experiência única. “Toda essa integração cultural nos enriquece muito. Temos um aprendizado diferenciado. Isso ajuda a realizar melhores trabalhos, nossas marcas são multiculturais, a McCann trabalha com marcas regionais que vivem isso no dia a dia”, disse.

Para Christian Caldwell, da McCann de Lima, no Peru, é preciso estar muito atento às mudanças e transformações do mundo. “A arma mais forte que uma agência tem são suas ideias. Por isso precisamos preservar o núcleo criativo”, disparou Caldwell ao abrir sua apresentação. Disse ainda que uma das coisas mais perigosas para uma agência ou para um criativo é se achar numa zona de conforto. “Temos que ter novos enfrentamentos, buscar metas audaciosas que nos impulsionem a produzir mais, avançar na carreira e ser mais criativo”, enfatizou.