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Fora do Job: social media da Massapê mostra sua paixão pela esgrima

12 dez 2016 por Mercado no Ar

Para Mariana Campello, social media da Massapê, a tecnologia e os recursos do mundo digital são parte da rotina. Trabalhando na criação de conteúdo e planejamento de mídia online, a publicitária precisa ficar antenada no que está rolando nas redes sociais para saber de todas as novidades. Porém, #foradojob, Mariana deixa de lado a tecnologia e conectividade do trabalho para praticar um esporte que surgiu bem antes da invenção da internet: a esgrima.

Há dois anos, em um evento esportivo, ela teve o primeiro contato com a modalidade através do seu mestre, Daniel Gonçalves. Daí pra frente, a prática passou a fazer parte da sua vida. “Em um evento que tinha vários esportes, a esgrima que me chamou mais atenção. A partir disso, comecei a treinar semanalmente”, relembra.

No esporte, o objetivo é tocar o adversário com uma lâmina (que pode ser um florete, um sabre ou espada) ao mesmo tempo em que se defende, não deixando ser tocado pelo oponente. Vence quem fizer 15 pontos ou alcançar maior pontuação durante o tempo da disputa. A competição requer agilidade, equilíbrio e flexibilidade, envolvendo os participantes em um jogo de concentração. Apesar do grau de dificuldade, em dois anos Mariana já demonstrou que levava jeito. “Nesse tempo conquistei meu primeiro brasão e duas medalhas. Uma no Recife Open de Esgrima – ROE e outra dentro do evento anual da Academia Pernambucana de Esgrima”.

Mariana competindo no ROE.

Mariana competindo no ROE. (pista do meio, lado direito)

No começo, a intensidade dos treinos já foi mais pesada, mas atualmente Campello adaptou o ritmo de acordo com a sua rotina. “Inicialmente, chegava a treinar até quatro vezes por semana, mas com algumas mudanças de hábitos, agora só treino uma vez por semana. Quando é época de competição, treino aos sábados, três horas de manhã e mais duas horas à tarde, fazendo um misto de treinamento técnico, físico e combates”.

Apesar de hoje em dia dar total apoio à prática da esgrima, a mãe de Mariana tinha alguns receios quando ela começou a treinar. “O único receio da minha mãe quando entrei no esporte era o risco de lesões, mas, com os equipamentos certos, esses riscos se tornam mínimos e raros já que usamos várias proteções e algumas delas feitas com kevlar, um derivado de carbono usado em coletes à prova de balas”, explica. “Meus amigos achavam bastante curioso no começo, porque a maioria nunca conheceu alguém que praticasse o esporte, mas agora já se acostumaram”.

Equipe da Academia Pernambucana da Esgrima no Forte das 5 Pontas.

Equipe da Academia Pernambucana de Esgrima no Forte das 5 Pontas. (Mariana é a segunda, da direita para a esquerda)

Após criar familiaridade com as roupas brancas, coletes, máscaras e luvas, Mariana passou a sentir uma mudança em sua vida. O esporte influenciou o seu jeito de ser, de encarar desafios e de trabalhar. “A esgrima faz parte de quem eu sou e me faz trabalhar o lado da autosuperação, que levo além do esporte. Quando a gente entra em pista, a mente silencia e faz apagar os problemas, trazendo uma energia boa. Desta forma, cada duelo se torna um momento único. Praticando a esgrima, criei laços de amizade fortes, trouxe melhorias para minha saúde física e mental, levando mais qualidade de vida para minha rotina”, conta Mariana. Com a prática da modalidade, ela diz ter ganho ensinamentos que ficam para a vida. “Nunca subestime o adversário e procure avaliar toda a situação antes de agir impulsivamente. A esgrima é bastante associada ao xadrez, cada ato que você faz vai desencadear uma reação do oponente e eu creio que isso se aplica a tudo”.

Mariana e seu mestre.

Mariana e seu mestre.

Na semana passada, Mariana subiu novamente ao pódio. Ficou com o bronze na categoria feminina na Competição Anual de Esgrima do Clube Náutico Capibaribe.