Coluna Seabra Neto

Publicitários fazem balanço de 2017 e dizem o que esperam para 2018

03 jan 2018 por Seabra Neto

 

Dando continuidade à série de entrevistas de final de ano, a coluna traz hoje os depoimentos do criativo e professor pernambucano Daniel da Hora, fundador da DH,LO Creative Boutique; do publicitário e consultor Alexandre Luiz Oliveira, diretor da Marco Zero Comunicação; e de Alexandre Oliveira, sócio e diretor de Atendimento da Martpet Comunicação. Eles falam sobre os fatos e acontecimentos que marcaram o mercado publicitário em 2017 e sobre as expectativas para o ano de 2018. Acompanhe:

2018 SERÁ UM ANO DE MELHORIAS NA ECONOMIA E DE GRANDES OPORTUNIDADES

* Daniel da Hora, fundador da DH,LO Creative Boutique

O ano de 2017 foi um dos mais desafiadores para o mercado publicitário, pois as mudanças que a economia necessita não aconteceram plenamente e o mercado, que já vinha em crise, continuou retraído. Por outro lado, agências e clientes que souberam manter suas marcas em evidência, trabalhando de forma ousada e planejada para longo prazo, terão a chance de sair melhor deste cenário adverso. E isso já será visto em 2018, não ainda na velocidade que se precisa, mas naquilo que seja possível.

Para a DH,LO, este foi um ano de consolidação de um produto que já vem dando grandes frutos – a consultoria ou o coaching criativo para festivais. Tivemos grandíssimos resultados com nossos clientes nesse tipo de trabalho. Consolidamos nosso potencial criativo também com nossos clientes regulares de comunicação e branding, ganhando prêmios e sendo finalistas em diversos festivais do mundo. Tivemos um painel/palestra no Cannes Lions por mais um ano e, de forma inédita para o mercado de Pernambuco, fomos patrocinadores do evento. Por fim, participamos do júri de oito festivais internacionais, incluindo New York Festivals, El Ojo de Iberoamérica, A-List Awards, Webby Awards e Ad Stars, na Coreia do Sul. Foi um ano realmente especial!

E 2018 será um ano de melhorias na economia, bem como um ano de grandes oportunidades, com Copa do Mundo e eleições. Continuaremos participando e fomentando os festivais criativos pelo mundo afora, com um olho especial para o Cannes Lions, que completará 65 anos. Espero ver o trabalho criativo das agências do Nordeste participando mais de eventos mundiais, como New York Festivals, Cannes, Clio e El Ojo. A DH,LO e seus clientes não abrirão mão disso, pois é uma das maneiras de posicionar as agências, de melhorar suas imagens, de serem vistas pelo público e pelos clientes, além de serem desejadas pelas marcas que buscam empresas de comunicação – sejam agências ou consultorias – com pensamento ousado e destacado.

MERCADO PUBLICITÁRIO – O PADRÃO É NÃO TER PADRÃO NENHUM

 * Alexandre Luiz Oliveira – Diretor da Marco Zero Comunicação – Publicitário e Consultor

 

O mercado publicitário brasileiro sofreu, neste ano, com dois males: a continuação da maior crise econômica da história do país e a consolidação de mudanças importantes na matriz tecnológica de difusão de vídeos, áudios, fotos e mensagens – a internet e as suas redes sociais.

Esse novo cenário jogou as agências tradicionais departamentalizadas de cabeça para baixo. Tudo é muito novo e se torna velho em espaço de tempo muito curto… parece em ebulição. Os formatos são criados, recriados e refundados de maneira cinética.

Acredito que tudo o que foi produzido até hoje está sendo repensado e aprimorado neste novo momento. O padrão é não ter padrão nenhum. As velhas fórmulas de colocar uma campanha nas mídias tradicionais podem até funcionar, mas também podem ser um fracasso. Isso dependerá do produto ou serviço que está sendo lançado e os meios que estão sendo garimpados pelos planners e mídias das novas estruturas, que nem sei se são agências mais ou são usinas de ideias e formatos inovadores de comunicação. É isso, meus amigos, não sei mais onde trabalho nem para quem trabalho, mas sei de uma coisa: o trabalho do novo profissional de comunicação deve estar atrelado a resultados, pois acho que os formatos antigos de comissionamentos não têm mais sustentação, a não ser para os clientes públicos.

Na minha nova agência, que foi refundada – a Marco Zero Comunicação, estamos trabalhando com formatos variáveis e diferentes de remuneração, para nos deixar mais comprometidos uns com os outros nos meios analógico e digital. Assim, a alta tensão de ideias e o comprometimento da agência estão presentes o tempo inteiro. Em todos os dias do ano, estamos trabalhando o negócio do cliente.  Até no banheiro – pelo smartphone.

Outro apêndice da minha nova fase é o da consultoria. Sou formado em Economia e para mim, esse conhecimento agregado é muito enriquecedor, o que me faz ser um consultor publicitário, de pesquisa e de mercado. Os primeiros setores em que estou me aprofundando são os das áreas imobiliária, rodoviária, automobilística e política.

Sendo assim, desejo que 2018 seja um ano ainda mais promissor para o mercado publicitário pernambucano.

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